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sábado, 23 de abril de 2011

Literatura, seu nome é Brasil



PERSIO PRESOTTO

Castro Alves, o abolicionista, autor de “O Navio Negreiro”, era jornalista, como Euclides da Cunha, de “Os Sertões”.

Sertões, que tinham “As Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, com a doçura de “O menino no espelho”, de Fernando Sabino, mineiríssimo, assim como Guimarães Rosa, do popular “Grande Sertão Veredas”.

Mas, o que dizer de Carlos Drummond de Andrade, com “A Paixão Medida”, num “Discurso de Primavera”, que trata sobre “As impurezas do Branco” e do “Brejo das Almas”?

Tem, também, o bom baiano e noveleiro Jorge Amado, o irreverente Luis Fernando Veríssimo e o anjo pornográfico de Nelson Rodrigues!

Para encerrar este apanhado literário, não podemos deixar de citar aquele que foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL): Machado de Assis, de “Dom Casmurro” e “Quincas Borba” e, claro, do inigualável e eterno jurista Rui Barbosa, que esteve sempre “Contra o Militarismo”!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Escrever um bom texto não é difícil (2)

PERSIO PRESOTTO

Pra você que pretende prestar vestibular para Jornalismo, aqui vai uma dica importante para a constução de um texto, também identificado por matéria: para que a reportagem tenha qualidade, precisará de um bom lead (guia), normalmente presente no primeiro parágrafo.

O lead, para quem não sabe, é composto pelas respostas daquelas perguntinhas básicas para que a informação seja transmitida de forma clara e objetiva ao leitor, telespectador ou ouvinte.

O quê? Onde? Quando? Quem? Por que? e Como?

Veja um exemplo:

Nesta segunda-feira à tarde, durante entrevista coletiva no Parque São Jorge, o atacante Ronaldo, do Corinthians, anunciou o encerramento da carreira após 18 anos nos campos de futebol, no Brasil e no mundo. Segundo o craque, que brilhou em clubes renomados como o Barcelona, da Espanha, e a Internazionale, da Itália, o motivo que o fez parar foi um hipotireoidismo, doença que impede um funcionamento pleno do metabolismo.

Quem? Ronaldo

O quê? Anunciou a aposentadoria

Quando? Nesta segunda-feira

Como? Durante a entrevista coletiva

Onde? No Parque São Jorge

Por que? está com hipotireoidismo

Como podemos notar, todas as perguntas têm resposta no trecho destacado acima.

Mas, vamos com calma, ok?

Nem sempre TODAS as seis perguntas serão respondidas logo de cara.

Há situações em que uma ou outra pergunta é esclarecida com o decorrer do texto.

E, em casos desse tipo, a dica é: não fique neurótico e nem arranque os cabelos.

O importante é que você traga a informação de um modo objetivo e que explique com clareza àquele que a recebe qual a relevância do assunto tratado, no que ele interfere e pode ser útil.

Por hora, é só!

Até a próxima aula, caríssimo Vestiblog@dor!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Coesão e coerência: a velha e tão útil questão


PERSIO PRESOTTO


Sabe aquelas palavras que são parecidas na escrita, mas, o significado é diferente? Pois então: coesão e coerência são exemplos disso!

Se analisarmos com calma, veremos que a coesão ajuda, complementa a coerência.

Tá confuso?

Vamos facilitar as coisas, então...

Caso você decida escrever algo sobre o seu dia, tudo o que for relevante, desde o momento em que levantar até o ir dormir, será colocado no papel.

Exemplo: Hoje eu acordei às 7h, tomei café, me arrumei e fui à escola. Lá, encontrei meus amigos, brincamos e assistimos às aulas de matemática, história e geografia.

Repare que o segundo parágrafo está diretamente ligado ao primeiro e que um é complemento do outro. Logo, o trecho acima está coeso!

Entendeu?

Maravilha!

Coesão, agora, você sabe o que é!

E a coerência?

Vamos à ela...

Ainda com base no texto a respeito do seu dia, é importante ressaltar o seguinte: se a redação é sobre você, não há o porquê incluir algo sobre o avô do teu vizinho - a não ser, é claro, se ele, de uma forma ou de outra, participar do seu dia.

Exemplo A - Hoje eu acordei às 7h, tomei café, me arrumei e fui à escola. Lá, encontrei meus amigos, brincamos e assistimos às aulas de matemática, história e geografia. Ao chegar em casa, encontrei meu vizinho Cléber, que se divertia, e muito, com o avô dele.

Exemplo B - Hoje eu acordei às 7h, tomei café, me arrumei e fui à escola. Lá, encontrei meus amigos, brincamos e assistimos às aulas de matemática, história e geografia. O avô do meu vizinho é o máximo!

Repare que, no exemplo A, há um sentido, a ligação de um fato a outro, e todos envolvendo você e o seu dia. No exemplo B, no entanto, a informação sobre o avô do seu vizinho está solta, de modo a quebrar a ideia principal do texto.

Logo, o modelo A é coeso e coerente, ao contrário do B, que não atende a nenhuma das regras apresentadas aqui.

Por tanto, vestibulando, muito cuidado ao escrever, no organizar ideias.

Um texto de qualidade tem de ter coesão e ser coerente!

Até a próxima aula!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Escrever um bom texto não é difícil (1)

PERSIO PRESOTTO

Passar as ideias em mente para o papel. Este é um dos desafios dos muitos estudantes, pré-vestibulandos e universitários de plantão.

Afinal, qual a melhor maneira de se escrever um bom texto?

Você tem dificuldade no saber o que relatar em algumas linhas?

Relaxe.... respire fundo e lembre-se dos tempos em que estava no ginásio (não no de esportes, é óbvio) e tinha aquele professor de Língua Portuguesa discursando aos quatro cantos, como um político prestes a ocupar a cadeira mais importante do Palácio do Planalto.

Vamos lá... Não tenha medo e puxe fundo na memória.

Você vai se lembrar de que uma das formas usadas para escrever um bom texto é através da "palavra-chave".

Exemplo: Futebol

O futebol é um dos esportes mais praticados no mundo. Muitos dos melhores jogadores da modalidade são brasileiros. Porém, poucos atuam em solo tupiniquim, uma vez que, na Europa, há uma chance imensa de conseguir bons salários e a tão sonhada qualidade de vida.


Como pode ver, o parágrafo acima foi todo ele desenvolvido em torno da palavra futebol.

Por se tratar de um tema amplo, nos parágrafos seguintes você pode desenvolver outras ideias relacionadas, como ir mais á fundo no desejo dos jovens alcançarem a independência financeira; os cuidados para não ser enganados por empresários; além dos luxos e mordomias, que são para poucos.

Ao final, para garantir a "chave-de-ouro" você deixa sua opinião e pensamento a respeito no último e derradeiro parágrafo, também conhecido por "conclusão".

Achou fácil, complicado?

Há muitas outras formas para expressarmos o que vemos, desejamos e sonhamos.

Na próxima aula tem mais!

Não perca...